Câmara mostra importância do Exército em Sinop

por assecom — publicado 04/10/2013 19h31, última modificação 17/12/2014 19h59
Audiência que contou com a presença de autoridades da região, serviu para debater três eixos importância, função e impacto regional.

A Câmara de Sinop organizou uma audiência pública para explicar a implantação do Exército em Sinop. Vereadores, lideres comunitários e de entidades sociais e políticos participaram das discussões. Foi explicada a importância, função e o impacto regional que a presença das forças armadas proporcionará.

Responsável por discursar sobre a importância da instituição, o presidente em exercício da Câmara, vereador Júlio Dias (PT), apontou os ganhos econômicos com a injeção de dinheiro no comércio local e destacou a participação de Sinop na defesa nacional como fatores importantes.

”Sinop fica na transição do cerrado para a Amazônia e tem riquezas que são primordiais para a sobrevivência da humanidade. Temos água em abundância e muita riqueza no subsolo. Isso chama a atenção internacional e até então não temos uma defesa”, enfatizou.

Dois oficiais do Exército apresentaram a estrutura do Batalhão de Infantaria que será implantado no município e que vai influenciar aproximadamente 700 mil pessoas da região norte de Mato Grosso e sul do Pará.

O começo da construção, segundo o coronel Luiz Barros, só depende da formalização da doação da área de 136 hectares no Alto da Glória. Serão construídos o quartel, com pavilhões, garagens, paiol e campo de tiro, além da vila militar.

“É um trabalho para ser feito em no mínimo dois anos”, destacou Barros.

Economicamente falando, a estimativa é que o exército injete R$ 1,2 milhões, por mês, na economia local só com salários dos militares.

“Isso sem contar com as famílias e com a construção, que movimentará a economia”, ponderou Barros.

ESTRATÉGICO: O tenente-coronel Alexandre Melniski explicou que o Batalhão, que será subordinado à 13ª Brigada em Cuiabá, será fornecer militares para atuar na linha de frente. Segundo ele, o batalhão será formado por aproximadamente 600 militares entre oficiais, sargentos, cabos e soldados. Destes, cerca de 300 serão rotativos e serão escolhidos mediante alistamento militar em todas as cidades da região.

“São soldados que em tempo de guerra vão para a linha de frente fazer as ocupações. Durante a paz dão apoio à segurança e participam de missões internacionais”, explicou.

Melniski acrescentou que a função será garantir a soberania nacional na Amazônia, que segundo o militar, chama a atenção do mundo por conta das riquezas naturais.

“Sinop vai ser base de apoio para o exército atuar na Amazônia”, explicou.

A defesa da Amazônia é prioridade das forças armadas. Segundo o tenente-coronel, atualmente são 25 mil militares defendendo a região.

OPORTUNIDADE: Para o deputado Nilson Leitão (PSDB), que destinou R$ 10 milhões em emenda parlamentar para a construção e manutenção do batalhão, a chegada do Exército representa oportunidade para a juventude da região Norte, que terá opção de carreira militar.

Leitão também enfatizou a economia de R$ 400 milhões por ano aos cofres do Brasil. “Representa economia para os cofres do Brasil, que vai evitar deslocamento da estrutura para dar apoio às operações na Amazônia”, finalizou.